Bloqueio atmosférico mantém instabilidades causadoras de chuva sobre o Rio Grande do Sul
As chuvas intensas que assolam o Rio Grande do Sul desde a última semana seguem sobre o Estado e levantam o questionamento: por que o sistema não veio para Santa Catarina? A resposta está em um fenômeno chamado bloqueio atmosférico.
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A meteorologista Gilsania Cruz, da Epagri/Ciram, explica que, devido ao bloqueio, os sistemas meteorológicos instáveis, como as frentes frias, o cavado e a área de baixa pressão (que colaboram para a chuva intensa), ficam “presos” sobre o Rio Grande do Sul.
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Entre esta segunda (6) e terça-feira (7), a instabilidade se posicionou mais à divisa do Rio Grande do Sul com o Uruguai, causando mais chuvas naquela região, mais ao sul do Estado. Isso tem causado mais chuvas, por exemplo, em Pelotas. A cidade orientou que moradores dos balneários do Laranjal e de áreas próximas do canal São Gonçalo sejam evacuados nesta terça. Há risco de enchentes na Lagoa dos Patos e alerta para tempestades.
A meteorologista afirma ainda que não há previsão de chuvas na mesma intensidade para Santa Catarina.
— O que temos é a chegada de uma frente fria a partir do fim de quarta-feira, e com condições para a gente ter chuva […], mas nada nesse momento que preocupe.
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A condição de chuva em Santa Catarina pode permanecer até, ao menos, domingo (12), especialmente nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul. A meteorologista volta a tranquilizar: nada parecido com o que ocorreu no Rio Grande do Sul.
Subiu para 95 o número de pessoas que morreram em função das enchentes que assolam o Rio Grande do Sul. Conforme o boletim da Defesa Civil divulgado às 18h desta terça-feira (7), há ainda 131 desaparecidos e 372 feridos.